Depois de 20 dias de férias do trabalho, voltei à ativa. Não atualizei o blog todos esses dias por dois motivos: enquanto estava no Chile (que, aliás, foi onde tiramos essa foto), as lan houses eram ruins e os teclados diferentes dos daqui. Isso me dava uma preguiça enorme de postar. Quando voltei pra cá, tava sem internet em casa porque a fofa da Telefônica não resolveu nosso problema do Speedy até hoje. A gente chamou uma outra empresa para instalar, mas os caras furaram. A prestação de serviço por aqui é ótima, né? :s Bom, voltarei aos poucos para continuar falando as minhas besteiras. Beijo, me liga!
Arquivo da categoria ‘Essa sou eu!’

Campanha de doação de sangue
14 Agosto, 2008Agora é sério! Campanha de Doação de Sangue promovida pelo Blog dos Irmãos com o apoio do Problemática, ou seja, de mim mesma! Posso garantir que a sensação de ir lá fazer este bem, é demais. Doei pela primeira vez há uns 4 meses, também através de uma campanha dessas e adorei… Você realmente faz o bem para os outros!

Ai, graças a Deus…
8 Agosto, 2008Ontem eu fui na gineco. Ela falou assim:
- Olha que bom, você nunca teve toxoplasmose… Inclusive, Fabiana, quando você engravidar, não vai poder ter contato com terra, tem que evitar contato com animaiszinhos e não pode comer carne crua…
- Ai, não vou poder mais comer uma carninha sangrenta?
- Não… Carne vermelha, só bem passada.
- Mas e sashimi? Pode? (e eu pensando: pelo amor de Deus, pode, né? Eu sou viciada em japonês, vou enlouquecer sem comer japonês por 9 meses…)
- Pode! Carne de peixe é esterilizada…
Ufa!
Só para comemorar, vou jantar no japa hoje… Qualquer desculpa vale! Hehehehe

O tal do inferno astral e a ladainha do carro
31 Julho, 2008Um mês antes do meu aniversário, pensei: “O inferno astral não vai me pegar. Eu sou imune a essas coisas, que besteira…”. Mas é um negócio que não tem como fugir. Não é que a minha vida virou um inferno. Tava tudo bem, meu humor estava bom, nada de mais… Só que sempre tem alguma coisa que emperra. No meu caso foi o carro.
Precisávamos comprar um carro. Ficamos navagando pela Internet e vimos uma loja na Zona Leste que vendia uns de frota: brancos, básicos, não tem nem aquele compartimento do lado da porta pra colocar os folhetos de apartamento que você recebe no final de semana.
Bom, fomos lá… Longe pra caralho… 45 quilômetros de casa. Só em São Paulo mesmo para a gente conseguir percorrer essa distância para ir a algum lugar.
Quando cheguei na loja já achei meio estranho que todos os carros estavam meio sujos, parecia que os caras não tinham a preocupação de deixar tudo bonitinho. O preço deles era beeeem mais barato e isso bastava. Mas era uma loja de verdade. Quem mora aqui em São Paulo já deve ter ouvido falar na Da Vinci, que é da Fiat. Escolhemos um Palio que tava pouco rodado, lataria e estofados bonitinhos…
Aí, começou a ladainha: como eu tinha acabado de limpar meu nome do cadastro das pessoas devedoras (no qual eu fiquei por uns bons anos, hehehe), o cara pediu para a gente esperar uns dias para passar a ficha cadastral. OK. Depois de uns dois dias, o Mosca consultou o Serasa e viu que não tinha mais nenhuma passagem minha (que criminosa, não?!). Ligamos para o cara e ele disse que ia passar no dia seguinte… No dia seguinte, nada… Depois de uns três dias dessa primeira ligação, ele passou: negado por um banco…
- Linda (sim, o vendedora me chamava de linda… humpft!), posso tentar no outro banco? Tem uma taxa um pouquinho maior, a parcela ficaria tanto…
- Pode! (e eu pensando: “claro que pode, porra, passa logo essa merda e não me chama de linda”)
Aprovado!
- UHU. Amor, vamos ter nosso primeiro carro!
- Fabiana (ou Linda?), a senhora pode vir assinar aqui o novo contrato?
- Putz, é longe demais… Posso mandar um motoboy? (a gente pode odiar eles, mas são úteis… Fazer o quê, né?)
- Claro!
(O motoboy) – Olha, tá aqui o contrato.
- Mas, moço, eles entregaram pra você um negócio em branco e não devolveram o que eu assinei antes? Não vou assinar, não.
- Ô vendedor, como que você me manda o negócio em branco?
- Não, é um procedimento normal.
- Normal o caralho! Como eu vou assinar um negócio em branco, sendo que agora são outros valores?
(Menina do financeiro) – Dona Fabiana, é um procedimento normal.
- Não, minha filha, não é normal. Eu exijo um documento com valores. E esse seu vendedor é muito burro, pelo amor de Deus…
- A senhora pode vir aqui assinar, então?
- Não, já gastei uns 50 conto de motoboy. Manda um motoboy de vocês e quero o contrato antigo de volta.
- OK.
Assinei.
Uns dias depois:
- Dona Fabiana, aqui é do banco tal (aquele primeiro, que negou meu financiamento) e eu gostaria de estar confirmando alguns dados para estarmos aprovando seu financiamento.
- Ué, mas eu já fiz com outra financiadora…
- Ah, tudo bem, então, Dona Fabiana, vou estar passando para o meu superior.
Na mesma hora:
- Ô vendedor, que história é essa da outra financiadora me ligar, bla bla bla
- Sabe o que é, Linda (já virou nome próprio), o carro que vocês escolheram está alienado para o mesmo banco que aprovou seu financiamento e eles não quiseram fazer negócio com vocês. Aí, eu liguei no primeiro banco e tô tentando passar a ficha.
- Mas, vendedor querido, se o banco não aprovou da primeira vez, porque eles aprovariam agora?
- É que, como o segundo banco aprovou, pode ser que eles reconsiderem, entendeu, Linda?
- (quase gritando) Vendedor, em primeiro lugar, pára de me chamar de Linda. Vocês estão me enrolando e eu não sei porque. Se o primeiro banco aprovar, eu quero a mesma taxa de antes, com a parcela mais baixa.
- Não, Dona Fabiana (mudou o nome!), pode deixar, fica tranqüila, vai dar tudo certo.
- Humpft…
Horas depois
(Vendedor) – É, o primeiro banco não aprovou mesmo.
- Bom, então, eu vou cancelar.
- Não…
O Mosca ligou pra ele
- E aí?
- Não, senhor, eu tenho um outro carro aqui, igualzinho àquele, com menos quilômetros rodados e que está alienado para outro banco. Vocês não querem ver?
- Tudo bem. Humpft…
O mesmo carro só que menos rodado? Estamos no lucro.
45 quilômetros para ir e mais 45 para voltar.
- Beleza, vamos fechar nele (com cara de bunda para o vendedor, que fazia de tudo para ser simpático, mas também já devia estar de saco cheio dos meus pitis)
Assina todos os documentos de novo.
Marca vistoria do seguro.
A vistoria vai e nega. Diz que a longarina (?) está avariada, torta, podre, não rola.
- É, fulano, não vai ter jeito. Vamos cancelar mesmo.
- Minha tia advogada, o que eu tenho que fazer? Assinar alguma coisa? Já bota os caras no pau? QUERO MEU DA ENTRADA DINHEIRO DE VOLTA!
O percurso todo de novo. Assina mais papéis. Torce para que eles devolvam mesmo, sem mais dor de cabeça.
(Eu, meus pensamentos e uma cara enorme de bunda) – É, acho que não é pra gente comprar um carro, sabe? Vou ter que ser daquelas que vai carregar os remelentos na cestinha da bicicleta ou pelo braço no busão… Não nasci para ter as coisas.
(Meu pai) – Liga pro seu tio, ele vende carro.
- Mas, pai, ele só vende carro chique, não é?
- Claro que não! E outra: enrolador por enrolador, ele é seu tio, não vai querer te ferrar, né?
Liga pro tio, conta toda a história, vai em busca de um novo carro. Ele me apresenta um palio 2007 completo… Um sonho. Mas 700 de parcela não rola meeeeesmo…
Uns dois dias depois:
- Fabi, tem um Uno aqui 2008 básico na loja de um amigo meu.
- Opa, quero ver. Onde é a loja?
- No SP Market.
- Puta, perfeito, do lado de casa.
(meu tio) – Fabi, e o dinheiro da entrada?
- Então, a menina falou que ia depositar ontem, mas que precisava do contrato que tinha ficado comigo, bla bla bla…
- Porra, eles tão te enrolando. Peraí que eu vou ligar lá e falar que sou seu advogado.
Resultado: ontem o dinheiro entrou na conta e em menos de uma semana estamos com o carro em casa. É o nosso neguinho, olha aí… É aquela coisa: Deus escreve certo por linhas tortas, há males que vem para o bem… Nada como acabar o inferno astral!




